terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Fiquei me perguntando como seria, quando minha pequena saísse da creche para ir ao parque.
Bem... Esse dia chegou, fiquei assustada, porque tinha medo de como as outras crianças a receberiam, como seria o tratamento dos professores, dos amigos...
Mas tudo saiu na mais perfeita ordem. Ela amou a escolinha, tem uma cuidadora dando todos os suportes, e ela se divertiu bastante.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Força do amor de uma mãe

Tenho tanta coisa pra postar, que vai levar alguns dias, mas vou colocando aos poucos as minhas experiências com a Rafa.

Bem a Rafa tinha dias que estava muito agitada, nervosa, usava um pouco da força para expressar sua insatisfação por algo que ela não conseguia fazer, ou por um não que ela escutava.
Eu e meu esposo começamos a orar pra ela toda noite, pedindo para que ela se acalmasse, que Deus fizesse a obra.
Bem Deus agiu e está agindo na vida dela, ela anda mais calma, mais amorosa, mais sociável, está mais comunicativa com crianças.
Meu marido apenas me disse: Isso tudo não é porque eu orei com você, isso é porque orou, pediu. Ta vendo o que o amor de uma mãe faz.
Não é a toa que meu blog chama Amor de Mãe.
🙌

Uma viagem inesperada

https://youtu.be/wIbyu_yVz0E

Depois de assistir esse filme Uma Viagem Inesperada, fiquei mais curiosa ainda sobre o mundo autista.
Me identifiquei, e muito, passei por parte das dificuldades que essa mãe passou.
Ter que sair do emprego no meio do dia, ou até mesmo faltar, porque minha filha estava nervosa, ou agitada, ou com crises convulsivas, febre, ou porque a escola liga pra dizer que não para de chorar e não tem o que fazer para conte-la.
As dificuldades de fazer com que ela se acalme quando digo não pra ela, ou quando a repreendo.
Dificuldades em tentar educar em casa, não sou professora e nunca trabalhei com crianças.
Mas o fato de saber que eles são super capacitados e aprendem muito rápido, me deixa feliz, sempre imagino ela será médica, advogada, professora?
Não importa, quero que seja ela mesma.

domingo, 12 de julho de 2015

Como Lidar com Crises Nervosas em Crianças com Autismo e Asperger

As crises nervosas são comuns em crianças com autismo e síndrome de Asperger. Elas ocorrem quando elas ficam estressadas, chateadas ou hiperestimuladas. Os ataques podem ser perigosos para a criança e assustadores para os pais, por isso é importante desenvolver uma forma eficaz de lidar com eles e minimizar a sua ocorrência.
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EditarMétodo 1 de 3:
Acalmando a criança durante a crise

  1. Deal with a Meltdown in Children with Autism or Aspergers Step 1.jpg
    1
    Aja de forma calma e reconfortante.Durante uma crise a criança geralmente fica confusa, agitada, frustrada, perturbada ou com medo - ou seja, enfrenta todos os tipos de emoções negativas.
    • Portanto, falar alto, gritar ou bater nela não ajuda nada nessa situação e é muito mais provável que piore as coisas.
    • O que a criança precisa durante a crise é saber que tudo vai ficar bem, que ela está segura e que não há motivo para ficar em pânico. Tente ser o mais paciente possível.
  2. Deal with a Meltdown in Children with Autism or Aspergers Step 2.jpg
    2
    Abrace. Na maioria dos casos a raiva da criança é expressada de forma física, por isso é importante contê-la. Ela pode estar com tanta raiva que perde completamente o auto-controle. Abraçar a criança vai ajudar a acalmá-la e limitar os seus movimentos para que não possa se machucar.
    • É um fato conhecido que abraçar libera a ansiedade no corpo. A criança pode tentar afastá-lo e tentar se libertar no início, mas depois de algum tempo vai derreter em seus braços e se acalmar.
    • Muita gente acha difícil fazer isso com crianças mais velhas e mais fortes. Nesse caso é útil ter uma pessoa maior por perto (como o pai).
  3. Deal with a Meltdown in Children with Autism or Aspergers Step 3.jpg
    3
    Coloque a criança de castigo. Haverá vezes em que palavras tranquilizadoras e abraços amorosos não serão suficientes para parar o colapso. Nessas situações, não hesite em ser severo e firme com a criança.
    • A primeira coisa a fazer é tirar a criança do ambiente em questão, deixando-a de castigo em outro cômodo. Esse isolamento, por vezes, pode ajudá-la a se acalmar.
    • A duração do castigo pode começar a partir de um minuto, dependendo da idade da criança.
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    4
    Aprenda a identificar a diferença entre crises nervosas reais e falsas. Às vezes a criança vai fingir um colapso para conseguir o que quer. É melhor ignorar nesse caso, porque ela vai se acostumar a usar essa tática para manipular. O ônus recai sobre você, como pai, que precisa saber quando a crise é verdadeira.
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    5
    Esteja preparado para futuras crises.As crises nervosas fazem parte da vida com uma criança autista. Portanto, é importante estar sempre preparado por futuros ataques.
    • Mantenha objetos perigosos longe de lugares que são acessíveis para as crianças, pois elas podem tentar machucar a si mesmas ou outras pessoas ao seu redor.
    • Tenha alguém forte por perto caso seja necessário conter a criança.
    • Verifique se o telefone está perto de você e funcionando caso seja necessário chamar alguém para ajudar.
    • Mantenha todos os gatilhos que podem induzir um colapso longe da criança.
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    Chame a polícia, se necessário. Pode haver raras ocasiões em que a situação fica completamente fora de controle e você pode sentir que não consegue lidar com isso sozinho. Nesse caso é preciso chamar a polícia para pedir ajuda.
    • Chamar a polícia geralmente faz a criança se acalmar, pois ela fica com medo.
    • Quando os policiais chegarem, ela já extravasou praticamente toda a sua raiva e está se esforçando para parar, mas não consegue porque perdeu o controle sobre si mesma.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Razão ou Emoção

Sabe quando você tem que se colocar entre a Razão e a Emoção, pra decidir o que é melhor pra um filho?
Não tem o que questionar, resolvi apenas pensar por ela, o que a fará mais feliz, e o que mais importa para o crescimento dela.
Mas digo que não é facil, se desligar das coisas que gostamos e sabemoa fazer bem, que fazemos a anos, juro foi dificil, pois o que vem na cabeça é, como vai ser, e se ela precisar de alguma coisa e eu não puder dar, ou se faltar algo.
Analisando os fatos e a minha vida... fiz uma ótima escolha, deixar o profissional para me dedicar inteiramente a ela.
O resto é consequência, se eu tenho medo das consequências? Jamais, o que ela realmente precisa é que ela ja tinha meu amor, mas agora em tempo real somente pra ela.
Deus escreveu isso, "A vitória, será nossa."

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Glifosato causará autismo em 50% das crianças até 2025, afirma cientista do MIT

Glifosato causará autismo em 50% das crianças até 2025, afirma cientista do MIT

BY CLIPPING · 22/04/2015

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A indústria dos pesticidas está desesperadamente tentando esconder estudos condenatórios

Corroborando uma crescente tendência no aumento das taxas de autismo, uma cientista sênior de pesquisa do MIT, alertou que de todas as crianças, um inquietante 50% serão autistas em 2025. Quem é o culpado? Round-Up, o mais vendido da Monsanto que contém glifosato, está no topo da lista.

O uso excessivo de glifosato em nossa alimentação está causando doenças como Alzheimer, autismo, câncer, doenças cardiovasculares e deficiências da nutrição, entre outros. Stephanie Seneff,  uma bióloga PhD, que já publicou mais de 170 artigos acadêmicos revisados ​​por pares, e estudou essas doenças por mais de três décadas, aponta os transgênicos como um dos principais contribuintes para doenças neurológicas em crianças.

Em uma recente conferência, a Dra. Seneff declarou:

No ritmo atual, em 2025, uma em cada duas crianças serão autistas.”

Atualmente, uma em cada 68 crianças nos EUA nascem com autismo. Atualmente é a deficiência de desenvolvimento de mais rápido crescimento, com taxas aumentado em quase 120% desde o ano de 2000. Em dez anos, o custo para tratar as pessoas afetadas pelo autismo irá custar 400 bilhões de dólares por ano nos EUA, além dos custos emocionais incalculáveis, os ​​quais as famílias pagarão diariamente para viver e apoiar uma criança com autismo.

A Dra. Seneff notou que os sintomas de toxicidade do glifosato assemelha-se estreitamente com aqueles do autismo. Ela também apresentou dados na conferência que mostram uma correlação estranhamente consistente entre o uso de Roundup em plantações (e a criação das sementes transgênicas Roundup-ready), com o aumento das taxas de autismo.

A correlação entre os dois incluem biomarcadores, tais como a deficiência de zinco e ferro, baixo serum sulfate, convulsões e doenças mitocondriais.

Um colega palestrante que estava presente relatou após a apresentação da Dra. Seneff que:

Todos as 70 ou mais pessoas presentes estavam se contorcendo, provavelmente porque agora tinham sérias dúvidas sobre servir os seus filhos, ou eles próprios, qualquer coisa com milho ou soja, os quais são quase todos geneticamente modificados e, assim, contaminados com Roundup e seu glifosato.”

A Dra. Seneff apontou que grande parte dos alimentos em prateleiras de supermercado contém milho e soja transgênicos, todos com pequenas quantidades de vestígios de glifosato. Isto inclui refrigerantes adoçados com alto teor de frutose (geneticamente modificados) e xarope de milho, batatas fritas, cereais, doces, e até mesmo barras de proteína de soja. Grande parte de nossa carne e aves também é alimentada com uma dieta de milho e soja transgênicos, os quais também contêm traços de glifosato.

Você acha que seu pão está seguro? Pense de novo. O trigo é frequentemente pulverizado com produtos químicos Roundup nas vésperas da colheita, significando que, exceto que seus produtos de pão ou trigo sejam certificados não-OGM e orgânicos, eles provavelmente contêm traços de glifosato.

Quando você soma tudo isso – estamos jantando glifosato em quase todos os alimentos que ingerimos, e ele está causando doenças graves. A Dra. Seneff diz que, embora os traços de glifosato em cada alimento possam não ser grandes, é o seu efeito cumulativo que é motivo de preocupação. Sua preocupação parece bem fundamentada, considerando que tem sido encontrado glifosato no sangue e na urina de mulheres grávidas, e ele tem aparecido até mesmo em células fetais.

domingo, 12 de abril de 2015

Lei 12.764 Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012.

Mensagem de veto

Regulamento

Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3o do art. 98 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 

Art. 1o  Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução. 

§ 1o  Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada na forma dos seguintes incisos I ou II: 

I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; 

II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos. 

§ 2o  A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. 

Art. 2o  São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista: 

I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista; 

II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação; 

III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes; 

IV - (VETADO);

V - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei no8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); 

VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações; 

VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis; 

VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no País. 

Parágrafo único.  Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. 

Art. 3o  São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista: 

I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer; 

II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração; 

III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo: 

a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;

b) o atendimento multiprofissional;

c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;

d) os medicamentos;

e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento; 

IV - o acesso: 

a) à educação e ao ensino profissionalizante;

b) à moradia, inclusive à residência protegida;

c) ao mercado de trabalho;

d) à previdência social e à assistência social. 

Parágrafo único.  Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a acompanhante especializado. 

Art. 4o  A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência. 

Parágrafo único.  Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4o da Lei no 10.216, de 6 de abril de 2001. 

Art. 5o  A pessoa com transtorno do espectro autista não será impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei no9.656, de 3 de junho de 1998. 

Art. 6o  (VETADO). 

Art. 7o  O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos. 

§ 1o  Em caso de reincidência, apurada por processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa, haverá a perda do cargo. 

§ 2o  (VETADO). 

Art. 8o  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 

Brasília,  27  de dezembro de 2012; 191o da Independência e 124o da República. 

DILMA ROUSSEFF
José Henrique Paim Fernandes
Miriam Belchior

quarta-feira, 18 de março de 2015

Para todas as perguntas hà sim uma resposta

Hoje pude sentir o nó na garganta, uma vontade de gritar. As vezes é dificil ser mãe de um autista, porque tento entender, tento me colocar no lugar, tento ajudar da melhor forma o desenvolvimento.
Ainda mais quando você vai a algum lugar, ai a Rafa fica impaciente, acaba se estressando, grita, bate, bem as pessoas ao redor ficam te olhando tipo: Nossa essa mãe não vai fazer nada pra essa criança parar de chorar, de gritar?
Acabo me sentindo uma mãe irresponsavél. Mas as pessoas não sabem que eu não tenho cara de sonsa, mas tenho que ter paciência e calma, porque é disso que a Rafa precisa, que eu esteja bem.
É dificil, tenho vontade de gritar para as pessoas que a minha filha é autista e quw pode fazer o que quiser.
O mais triste é quando as pessoas ficam insistindo para ela responder certas coisas, podem ate achar que ela é sem educação, ou quando me perguntam porque ela ainda usa frauda... nossa ate eu explicar que ela tem atraso na fala, e que tem crise parciar convulsiva, e autista, meu coração ja espedaçou e meus olhos jà encheram de lagrimas.
Mas são coisas que vou enfrentar sempre

domingo, 8 de março de 2015

Momento magico

Momento mágico', diz pai sobre adoção de gêmeos com deficiência

Casal não conseguia ter filhos, buscou adoção e se emocionou ao conhecer um casal de gêmeos com 3,5 anos de idade. Família é uma exceção no Brasil.

08/03/2015 21h22 - Atualizado em 08/03/2015 21h27

Essas famílias nunca imaginaram que adotariam uma criança com deficiência. Maria Vitória, de 2 anos, foi abandonada pelos pais biológicos e passou o primeiro ano de vida em uma UTI. A médica Fernanda, que fazia estágio no hospital onde a menina foi deixada, acompanhou a história de perto.

“A Maria Vitória tem mielomelingocele, que é uma alteração da medula. Ela não mexe as pernas. Ela tem um pouquinho de dificuldade de manter o pescocinho duro. Ela tem outra complicação, que chama Síndrome de Arnold Chiari Tipo 2. Um dos sintomas é dificuldade para engolir. Ela respira por um tubinho na traqueia. Ela come por um botãozinho dentro do estômago, uma sonda”, conta Fernanda Godoi. 

Fernanda não conseguia tirar Maria Vitória da cabeça.  “A Fernanda chegava em casa e contava: ‘Ah, mãe! Conheci uma menininha, você precisa ver e começou a contar a história’”, conta Mônica Alves, fisioterapeuta.

“Voltava todo final de semana para minha casa, chorava de saudade. Queria ela de volta. ‘Pai, mãe, tem uma criança abandonada’. Um dia, eles desejaram conhecê-la.”, lembra Fernanda.

“Eu olhei pra carinha dela, ela olhou na minha cara e mandou um beijo. A gente ficou tudo assim, bobo.”, lembra a mãe da Fernanda e da Maria Vitória.

“Na hora que minha mãe viu, falou: ‘eu quero essa criança’. “Eles estavam em outra fase da vida. Os dois filhos criados já, podendo curtir e, de repente, uma criança de um aninho vindo para casa, especial”, conta Fernanda.

“Foi tudo muito rápido. Entre a gente conhecer ela e ela vir pra casa demorou um mês e meio.”, lembra a mãe de Maria Vitória.

Fernanda passou a ser irmã de Maria Vitória. “Tudo parece que se encaixou. Foi incrível.”, afirma Fernanda.

Casal se surpreende ao procurar o Cadastro Nacional de Adoção

Marcos e Fabiana não conseguiam ter filhos.

“Eu falei para ela: ‘talvez, a gente não saiba agora o porquê. Mas tem um motivo’. Mal sabíamos o que estava vindo pela frente.”, diz Marcos Clarck, engenheiro mecânico.

Veio, então, a ideia da adoção.

“No começo, nós optamos por um filho, até dois anos de idade, menino ou menina, e sem deficiências.”, conta Fabiana.

O casal procurou o Cadastro Nacional de Adoção, e esperou por um ano, até que Fabiana foi chamada.

“E eu saí de lá com o nome de duas crianças: ‘Raíssa e Benjamin’. Que eram os meus filhos”, conta Fabiana Clarck, engenheira química. 

“Ela começou a contar. Olha, parece que são gêmeos, três anos e meio, já era diferente do nosso perfil.”, lembra Marcos.

“A gente começou de um jeito e acabou, na prática, de um jeito diferente. A gente foi abrindo nosso coração. A gente queria ser só pai e mãe. A gente queria ter uma família, sem muita condição.”, diz Fabiana.

Três dias depois, foram ao abrigo onde os gêmeos viviam. Raíssa e Benjamin nasceram com paralisia cerebral.

“Eu olhei para Fabiana para ver quem iria olhar primeiro. Fui eu. E, no momento que eu vi, no momento que eu vi, eu estava olhando para o meu filho. Eu sabia que eu estava olhando para o meu filho. Foi uma ligação imediata. O Benjamin abriu os bracinhos e veio no meu colo. E duas tias que estavam lá olhando, elas ficaram emocionadas. Falei: ‘por que vocês ficaram emocionadas?’ ‘Porque o Benjamin não vai em colo de homem. Quando ele foi no seu colo... Ele achou o pai.’”, conta Marcos, muito emocionado ao lembrar da cena.

“Foi um momento mágico. As deficiências das crianças, a gente quase não se importou com isso, porque elas eram tão maiores do que aquilo. Que aquilo, naquele momento, era um detalhe.”, afirma Marcos. 

“A Raissa, eu achei ela a menina mais linda, a minha princesinha tanto sonhada. Ela era perfeita”, conta Fabiana. 

A assistente social falou: ‘Raíssa, Benjamim, o Marcos e a Fabiana querem saber se vocês querem ser os filhinhos deles’, conta Marcos.

A Raíssa abriu um sorrisão, Benjamin também. Foi o sorrisão mais lindo! Um sim assim... Um sorriso tão sincero, que era o que ela queria”, diz Fabiana ao chorar com a lembrança.

Problema para o baixo número de adoções de crianças com deficiência

Essas famílias são exceções. No Brasil, 5.673 crianças estão cadastradas para adoção. Dessas, mais de 20%, têm, ao menos, alguma doença ou deficiência. Mas dados recentes mostram que apenas 7,5% (33.207) dos pretendentes aceitariam crianças nessas condições.

Para este especialista, o problema não é só o preconceito.

“O que acontece, muitas vezes, é que ninguém despertou a esse pretendente à adoção a se abrir para um caso especial. É necessário que o próprio poder judiciário informe a esse pretendente à adoção para essa categoria de criança.”, explica o presidente da Comissão de Direito à Adoção da OAB-SP.

“Adotar uma criança especial, acho que assusta muito. Mas dá. É incrível.”, afirma Fernanda.

“Mas filho normal também dá trabalho. E, às vezes, muito mais.”, contam os pais da Maria Vitória.

“Tudo o que você faz pra ela tá bom. Se você tira da cama, ela ri. Se você coloca na cama ela ri também. Tudo pra ela está bom. Tudo pra ela é festa. Como você pode ter problema?”, conta pai de Maria Vitória.

Fantástico: Hoje, a sua família é como você sonhou?

Fabiana e Marcos, pais de gêmeos Raíssa e Benjamin: “Ela é muito melhor do que eu podia imaginar. Cada passo que eles dão, é uma vitória, uma conquista para toda família. Eu acho que traz um sentido especial”.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Ainda existe pessoas de bem

Menino autista ganha 'festa de arromba' surpresa após aniversário sem amiguinhos

Estranhos solidários alegraram o dia do garoto que ganhou presentes e amigos de verdade

R7 Página Inicial

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Glenn Buratti 'dirige' caminhão dos bombeiros de sua cidadeArquivo Pessoal

O aniversário de seis anos de Glenn Buratti, um menino americano com uma forma leve de autismo, poderia ter sido um desastre quando nenhum dos seus colegas de escola compareceu à festa.

Mas graças à internet e à solidariedade da comunidade local, o garoto teve uma celebração inesquecível – e agora a história está correndo o mundo.

A mãe de Glenn, Ashleen, havia convidado os 16 alunos da turma do menino para seu aniversário no primeiro domingo de fevereiro. Ninguém confirmou presença, mas os pais decidiram manter a festa caso alguém resolvesse aparecer – o que não aconteceu.

R7 mostra cotidiano de mãe e criança austia em tratamento inédito

Glenn ficou muito triste e Ashleen decidiu, então, extravasar sua frustração em uma mensagem para os 10 mil membros de um grupo no Facebook de sua comunidade, em St. Cloud, no Estado da Flórida.

"Sei que parece bobagem, mas estou de coração partido pelo meu filho", escreveu a mãe.

Em pouco tempo, os pais do garoto começaram a receber mensagens de completos estranhos perguntando se podiam ir à festa.

"Não tínhamos ideia de que chamaríamos tanta atenção com o nosso post e receberíamos tantas pessoas em casa para dar parabéns a ele", disse à BBC Brasil John Buratti, pai de Glenn.

Presentes

Polícia de St. Cloud, na Flórida, fez uma visita surpresa para GlennArquivo Pessoal

Polícia de St. Cloud, na Flórida, fez uma visita surpresa para Glenn

Policiais trouxeram muitos presentes para alegrar o menino, que sofre de um leve autismo

Glenn também pode conhecer de perto a moto usada pela polícia

Os convidados trouxeram não apenas sua presença, mas também muitos presentes para o menino.

Uma mulher deu a Glenn uma bicicleta. Outros trouxeram brinquedos. Um homem levou sua câmera para registrar o momento especial e doou as fotos à família.

Os pais do menino disseram que a princípio ficaram receosos com a presença de tantos desconhecidos em sua casa. Depois se tranquilizaram ao perceber que todos estavam ali com boas intenções.

No total, 15 crianças e 25 adultos participaram do aniversário de Glenn. Mas a festa não acabou ali.

A história chegou até os bombeiros e a polícia da cidade, que fizeram uma visita ao menino no dia seguinte, com a permissão de seus pais.

Glenn também pode conhecer de perto a moto usada pela políciaArquivo Pessoal

"O caminhão dos bombeiros está em nossa casa", disse Glenn ao voltar da escola na segunda-feira.

"Está tudo bem! Eles estão aqui para desejar feliz aniversário a você", respondeu Ashleen.

Helicóptero

Os policiais e bombeiros fizeram mais do que isso. Além de trazer mais presentes, mostraram ao menino como funcionam seus carros, caminhões e motos. Um helicóptero da polícia fez um voo rasante pela casa enquanto o piloto acenava para Glenn.

Depois de ser publicada pelo jornal da cidade, a história do aniversário de Glenn apareceu em diversos veículos de comunicação dos Estados Unidos e de diversos outros países.

Este é um aniversário do qual Glenn dificilmente se esqueceráArquivo Pessoal

"Nunca em um milhão de anos podíamos imaginar que isso aconteceria. Ficamos muito emocionados e tocados pela forma como as pessoas se mobilizaram para tornar o aniversário do meu menino tão memorável", afirma John.

"Esse tipo de problema é algo comum para crianças que têm autismo. Esperamos que isso faça outras crianças perceberem que, por mais que elas pensem que alguém é diferente, esta pessoa ainda tem um coração e quer ter amigos como qualquer um."

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Saber entender e compreender

Bom fiquei um tempinho sem publicar, pois a Rafa ganhou uma irmazinha a Isa.
E antes de postar algo estive observando a reação da Rafa perante a situação.
Como ela iria receber a Isa quando chegasse em casa? Ela iria entender que aquela bonequinha era irmã dela?
Bem as minhas duvidas foram bem esclarecidas. No primeiro dia em que a Rafa colocou os olhos na Isa ela ficou sem entender nada, " o que minha mãe ta fazendo com esse nenem no colo?", foi um pouco estranho, mas apartir do segundo dia ela começou a mostrar os comportamentos diarios de um autista, mas com uma pontinha de ciumes que é normal.
Toda criança fica com ciumes, quando percebe que não é mais só ela. Enfim a Rafa ficou mais carinhosa, tem dias que ela faz carinho na Isa, e outros ela é um pouco agressiva.
Mas estamos trabalhando isso, estou colocando pra ela que amo as duas por igual.
Estou me desdobrando porque sei que a Rafa precisa muita mais de atenção, então dedido a maior parte do meu tempo pra ela, não deixando a Isa que é um bebê de lado.
Quero que as duas cresçam juntas e que a Isa possa ajudar no aprendizado da Rafa, e que a Rafa possa ensinar algo pra isa.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Atividades fisicas para autistas


Associação de Amigos Autistas Piauí vem ajudando várias crianças no estado. Para a profissional de Ed Física, os exercícios também ajudam na socialização do aluno.

Os autistas vivem num universo particular, mas para eles a atividade física também é importante. Um projeto desenvolvido pela Associação de Amigos Autistas Piauí vem ajudando várias crianças com autismo.

Mateus Falcão, de 14 anos, recebe acompanhamento da AMA há 10 anos. Neste período ele progrediu de forma considerável e parte desta evolução é consequência das atividades físicas praticadas, especialmente o futebol.

"Melhorou muito, depois que entrou na Associação com 7 anos ele até começou a falar. Antes o meu filho não tinha muita estabilidade e com os exercícios físicos ele passou a ter maior coordenação do corpo", destaca a mãe de Mateus, Francisca Cunha.

Na Associação de Amigos Autistas Piauí, as crianças passam por várias atividades físicas sempre acompanhada pelos profissional responsável. Ao chegar na AMA, além do perfil do aluno, ele passa por uma avaliação onde são colhidos dados psicomotores e a partir disso é feito um planejamento individual para cada criança.

"Os autistas precisam de uma equipe multidisciplinar. Então quanto mais profissionais encagados do trabalho do autismo melhor, pois tem que ser um desenvolvimento conjunto. O educador físico é muito importante neste desenvolvimento também", ressalta a professora de educação física Soraia Martins.

Estimular o cérebro é o principal objetivo da atividade física para os autistas. A educadora explica que o exercício ajuda também na socialização do aluno.

www.educacaofisica.com.br

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Exames

Todas as crianças devem fazer exames de desenvolvimento de rotina com o pediatra. Podem ser necessários mais testes se o médico ou os pais estiverem preocupados. Para autismo, isso deve ser feito principalmente se uma criança não atingir marcos de linguagem.

Essas crianças poderão fazer uma avaliação auditiva, teste de chumbo no sangue e teste de triagem para autismo, como a lista de verificação de autismo em crianças (CHAT) ou o questionário para triagem de autismo.

Um médico experiente no diagnóstico e tratamento de autismo normalmente é necessário para fazer o diagnóstico. Como não há testes biológicos para o autismo, o diagnóstico muitas vezes será feito com base em critérios muito específicos.

Uma avaliação de autismo normalmente inclui um exame físico e neurológico completo. Pode incluir também alguma ferramenta de exame específica, como:

Entrevista diagnóstica para autismo revisada (ADIR)Programa de observação diagnóstica do autismo (ADOS)Escala de classificação do autismo em crianças (CARS)Escala de classificação do autismo de GilliamTeste de triagem para transtornos invasivos do desenvolvimento.

As crianças com autismo ou suspeita de autismo normalmente passarão por testes genéticos em busca de anomalias nos cromossomos.

O autismo inclui um amplo espectro de sintomas. Portanto, uma avaliação única e rápida não pode indicar as reais habilidades da criança. O ideal é que uma equipe de diferentes especialistas avalie a criança com suspeita de autismo. Eles podem avaliar: comunicação, linguagem, habilidades motoras, fala, êxito escolar e habilidades de pensamento.

Sintomas e diagnósticos do Autismo

Bem o Autismo tem vários graus, são fases completamente diferentes para cada criança, cabe ao médico diagnosticar, muito dificil difil diagnosticar em um bebê mas não é impossivel, a medicina hoje nos disponibiliza algumas formas.
Segue mais um tópico sobre o assunto:

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir  por não poder ou não querer  falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverte o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.

A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.

Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ouautismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.

Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

sábado, 24 de janeiro de 2015

A Calma dentro de casa quando se tem uma criança autista

Pra quem não sabe, é dificil ter uma criança autista em casa, ainda mais com os comportamentos, e alterações de humor.
Uma hora estão animados, calmos, amorosos, outra hora estão irritados, não aceitam que chamem a atenção.
Bem como moro em apartamento no ultimo andar, passo por algo um pouco mais complicado, sei que é dificil para os vizinhos de baixo, mas não consigo conter-la, não tem o que fazer.
Hj a Rafa estava mais agitada, e ja passam das 23:39 e ela fica andando pela casa, sem parar (um dos sintomas, movimentos repetitivos)
Eu e meu esposo pediamos para ela parar (pois por ser tarde e incomoda os vizinhos) enfim... acabei vendo uma entrevista que Marcos Mion deu, falando do seu filho que tem aspectro de autismo, ai vi que a paciência é o essencial.

Entrevista do Marcos Mion

Uma dica pros pais que tem anjos em casa, como a gente: vocês podem ver pela foto que o Romeo ta usando branco. Ele esta numa fase onde só usa roupa branca!! Pode parecer estranho pra outras pessoas, mas pra ele, por enquanto, é algo vital! Tão importante a ponto de ser responsável pela sua calma. Isso é muito comum no espectro autista. São comportamentos compulsivos, repetitivos. São padrões que surgem que podem ser desde uma cor de roupa, ate o balançar das mãos ou algum outro “tique”. Não lute contra!! Respeite porque vai passar. São fases! E pra uma criança do espectro ser proibida de fazer algo que esta dentro do seu comportamento repetitivo é como cair de um precipício sem fim! É estressante e desesperador. Muitas vezes vejo pais mandando os filhos autistas “pararem” de se mexer, pra se “acalmarem”. Pois saibam que são esses movimentos que estão acalmando eles. Dentro da maioria dos corpos das crianças do espectro é uma luta constante entre fazer o que é natural pra eles e o que a sociedade espera como um comportamento aceitável. Balançar pra frente e pra trás, pular, rodar, ficar se mexendo…São eles se acalmando. Achando um espaço dentro de si mesmos de Paz. Nós so temos que respeitar. E, pais, uma hora deve passar.”
(Marcos Mion)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

laudo comprovado

Boa noite.

Agora sim laudo comprovado, a minha linda Rafaella além de epilepsia foi diagnosticada com autismo.
Era que já sabiamos, mas tinha que ter algo em papel, pra poder provar para algumas pessoas, autoridades ate mesmo na escola, o porque a rafa não fala direito, o porque da agressividade, o porque da agitação, o porque de tudo.
Enfim, depois disso fiquei com mais vontade de ainda de fazer o melhor, não só por ela mas por outras crianças, e provar pro mundo que são mais capazes que qualquer outra.
Vou estudar mais a fundo, resolvi fazer pedagogia, pra trabalhar diretamente com crianças especiais.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sentimento de liberdade não tem preço

Sabe quando você acha que ja está no limite?! Então ai que você se engana, o céu é o limite.
Poder ver a realização, o sorriso estampado no rosto, ver que ela gosta de sentir o vento batendo no rosto, e que não ha medo de nada e de ninguém....ahhhhhh só eu sei que não tem preço mesmo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

10 coisas que toda criança com autismo gostaria que soubesse

Perspicaz, humano e bem-humorado, o livro de Ellen Notbohm descreve dez características que ajudam a entender – e não a definir – as crianças com autismo.
Ellen Notbohm é uma escritora premiada e mãe de dois filhos, um com TDAH e outro com autismo, ambos cursando atualmente a universidade. Seus livros e artigos sobre autismo informaram e encantaram milhões de pessoas em mais de dezenove idiomas. O artigo “Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse” foi publicado por Ellen em 2004 quando seu filho Bryce tinha 12 anos. Após o enorme sucesso do artigo, Ellen publicou em 2005 a primeira edição do livro de mesmo nome. O livro Dez Coisas tornou-se um dos livros mais queridos e recomendados entre as pessoas ligadas ao autismo.
Em 2012, Ellen lançou uma edição atualizada e ampliada do livro, repleta de novas informações. É essa mais nova edição que a Inspirados pelo Autismo tem o prazer de publicar em português.Essa edição atualizada analisa com mais profundidade as questões de comunicação e habilidades de processamento social, bem como o papel importantíssimo das perspectivas dos adultos no sentido de guiar a criança com autismo para uma vida expressiva, independente e produtiva. Uma seção totalmente nova cita mais dez “coisas” essenciais sobre os jovens no espectro do autismo que estão entrando na idade adulta. Um anexo bem elaborado traz mais de 70 perguntas para discussão em grupo ou reflexão. Um eterno bestseller sobre autismo, Dez Coisas conclama à ação e ajuda o leitor a compreender as necessidades e o potencial de toda criança com autismo.

Treinando algumas palavras

Bom dia!!

Aproveitando que a Rafa ta super animada.
Tagarelando a linguagem dela, bora treinar algumas outras com ela

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Deus sempre na frente

No ultimo dia 08-01, fui a missa de cura e libertação mo Santuário São Judas. Em um dos momentos pedi a Deus que cura-se a minha pequena, que toda essa tempestade de acalmasse e ela pudesse ter uma vida normal, sem nenhuma preocupação ou qualquer tipo de injustiça, ou qualquer outra coisa. Então pedi a intercessão de Nossa Senhora para que minha graça fosse alcançada.

Depois no momento mais profundo da missa, adoração ao Santissimo, Deus tocou e naquele momento pude perceber que eu estava sendo egoista... minha filha não precisa de cura, ou ser normal a qualquer outra criança.
Ela é uma pessoa normal, mais normal que qualquer um, ela é saudavel, linda, cheia de coisas boas pra ensinar... Deus naquele momento abriu meus olhos pra preciosidade que carreguei nove meses no meu ventre e pude conceber.

Agradeço todos os dias pelas graças.

Mais uma vitória

E como não ficar feliz... você espera sempre que a primeira palavra do seu bebe seja mamãe, papai... Espero muito que a rafa diga mamãe, e não é que aconteceu!!!
É emocionante você ouvir ela te chamar, eu achava as vezes que estava até meio esquecida, no mundo dela, e que não sabia quando ela ia lembrar de mim.
Mas passando mais tempo com ela em casa, aproveitando o repouso esperando a irmazinha dela, pude ver que eu era bem ausente, não tinha muito tempo pra acompanhar ela e entender o universo dela.
Senti que ela ficou diferente, se abriu mais, ta desenvolvendo uma mudança super positiva.
Mais carinhosa, aquela agressividade e nervosismo ja estão mais estabilizados, pude ver ela fazendo carinho na minha barriga, até beijou e de semanas pra ca, chama a mamãe dela o tempo todo.
Não tem como descrever.

Convivendo com o Autismo e Sindrome de Asperger

Depois das possibilidades da minha princesa ter autismo resolvi ir atras de informações precisas, pois mão quero chegar no especialista sem saber nada sobre o assunto, quero ter o maximo de informações pra poder perguntar sobre algo que esteja interada.
Descobri um livro sobre autismo e sindrome de asperger que fala sobre sintomas, quais as medidas, ainda mais para pais como nós sem nenhuma informação, e com medo do que vamos enfrentar.
Os autores são Chris Williams e Barry Wright.

Super recomendo.

Pessoas inconvenientes

Bem existem pessoas são incovenientes mesmo, quando pensamos que ja escutamos de tudo.
Um belo sabado fui a uma loja de utilidades em votorantim, com a Rafa e meu Marido, neste dia ela não estava tão legal, irritada, chorona, sem nenhuma paciência. Meu marido com toda tranquilidade do mundo pegou ela no colo para que eu pudesse ir atras de uma vendedora para me auxiliar.
Arrumei uma vendedora, achei o que estava procurando, e ja me encaminhei direto pro caixa. Chegando la, ela se virou e perguntou:" Sua filha é doente?" No momento não acreditei que ela havia me perguntado isso, fiquei em choque, e falei pra ela:" o que?" Ela tornou a repetir a pergunta.
No momento fiquei sem reação... a unica coisa que saiu foi:" não, ela não é doente."
Não tive uma outra reação de imediato, nunca esperei escutar isso, foi um baque. Sai dali perplexa, sem saber o q fazer o que pensar, cheguei na minha casa chorei horrores, nunca me imaginei nesta situação. Pensei, meu Deus daqui pra frente vai ser sempre assim? Ainda não estava preparada.

Mas essa pessoa foi realmente infeliz com o comentario dela. Poderia de varias formas ter feito algo para prejudicar, mas Deus sabe de tudo.

Mas é bom porque agora estou armada. Sei mais que tudo defender o que é meu.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Dificil aceitar

A Rafa passava por um pediatra, que achava o comportamento dela agressivo comum pra uma criança, e pelo fato de nao falar quase nada, mas muito esperta porque ela canta, e entende muitas coisas.
Resolvi mudar de pediatra, voltei a passar com o pediatra que atendeu ela no hospital quando nasceu.
Fomos muito bem recebidas, ela foi examinada, falei dos problemas com crises convulsivas, dos 2 calmantes que ela toma, fora o remédio pra controlar a convulsao, a questao da fala, atrasos na escola.
Bem em coisa de 5 minutos no consultorio, ele ali observando ela, ele se virou pra mim e disse: " ja procurou saber se ela tem autismo? Mãe ela tem, um grau baixo, mas tem. Procure saber."
Meu mundo caiu... me vi num precipicio, não querendo aceitar o que estava bem ali na minha frente.
Comuniquei o pai dela sobre a consulta, não era um diagnóstico concreto, mas um alerta de um médico.
Chorei por dias, imaginando, tentando entender onde eu tinha errado, comecei a me questionar, sou uma boa mãe? Onde estou errando?
É dificil aceitar, eu ainda não estava preparada para outro desafio.
Mas olhar pra rafa e ver no rostinho com semblante tao sereno, olhar puro e sincero, me motiva mais ainda a lutar por ela sempre.

Mais uma prova

A Rafaella ja com 2 anos, descobri que estava grávida... fiquei em choque porque sabia que não era o momento, pois a rafa precisa de maior atenção até que se faça 4 anos e a situação das crises seja realmente acabadas.
Mas Deus sabe de tudo, quem sabe esse bebe que está por vir pode ajudar no tratamento dela.
Meu medo era qual a reação dela, como ela se sentiria por dentro. Ainda mais que ela não fala, mas as reações e emoções são bem visivéis, conhecemos nossos filhos.
No começo foi dificil, ela tinha muito ciumes, e depois que descobrimos que era uma outra menina Isabella, ficamos mais tranquilos, a rafa ia ter uma companheira, melhor amiga.

Dou a minha vida pela sua

O amor de mãe é o melhor que se pode sentir, se eu pudesse me doar inteiramente a ela, fazer mais ainda. Queria poder doar meu corpo para que quando ela tivesse as crises, todas aa dores que ela sente, eu pudesse sentir, assim ela não sofresse.
Quando fica com febre, dor de barriga, dor de garganta, até mesmo quando esta triste.
Não queria que passasse por nada disso. Me dói ver esse meu anjo sofrer.

Deus me deu um anjo maravilhoso. Te amo demais linda .

Começam as dificuldades

E começa mais uma etapa da nossa vida.
Bem os desenvolvimentos no cotidiano começaram a ficar maia tensos. A Rafa estando matriculada em uma creche municipal, com crianças ativas, achavamoa que o desenvolvimento seria mais rapido.
Mas ela não consegue acompanhar as crianças da sua idade.
Fomos chamados pela propria escola para maiores esclarecimentos pela diretora. Nesta reunião fomoa informados sobre o que ja sabiamos, a rafa precisava de um acompanhamento com psicologo, pois ela era uma criança diferente.
Segundo os médicos ela tem atrasos por conta desta veia do cerebro mal formada.
Bom, me chamo Cinthia, tenho 28 anos, moro em votorantim interior de São Paulo.
Alguns anos de vida, e algumas experiências pra contar.
Resolvi criar este blogger, com o intuito de passar para as pessoas como é o dia dia, de uma mãe com um anjo especial.

No dia 24-11-2010 descobri que Deus me dava uma oportunidade incrivel, de ser mãe, poder sentir, um ser maravilhoso crescendo dentro de você, poder sentir as limitações de uma gestação. Foi uma gravidez dificil, regada de preocupações, diabetes, tireoide, mas com o bebe tudo perfeito.

Com 37 semanas de gestação 28-07-2011 nascia a linda Rafaella. Nossa quanto amor me invadiu... senti algo indescritivel, maravilhoso. Parto normal, sem complicações, o amor da minha vida resolveu vir na hora certa.🎀❤
Pesando 2.550 kg e 45 cm. Linda minha magrelinha.

Aproveitei cada detalhe do seu desenvolvimento.

Com exatamente 9 meses minha linda Rafaella estava com o pai brincando na cama e acabou passando mal, ficou atordoada com os lábio roxo, quando vi aquilo fiquei em panico, achei q estava engasgada.
Não perdi tempo corri para o hospital, lá me disseram que ela estava convulsionando. Nunca tinha presenciado algo assim. Fiquei em paralisada ali do lado do meu brotinho lindo, vendo ela ficar sem ar, toda roxinha com aqueles olhos vidrados, e não poder fazer nada.😢
Naquele dia a Rafa teve ao teve ao todo 11 crises convulsivas em um só dia. Os calmantes nao estavam fazendo efeito, sendo assim tivemos que transferi-la pra um hospital maior, onde tinha-mos convênio na época.
Ela ficou internada por 3 dias, até que conseguiram conter suas crises com Gardenal.
Fizeram alguns exames e de imediato não descobriram nada, apenas que ela iria ter que usar gardenal por um tempo.
Rezamos muito para que nunca mais desse nada.
Ela teve alguns atrasos, demorou um pouco pra andar, não falava muita coisa. Achamos normal pra idade dela 1 ano, ela ainda tinha muito pra aprender.
Depois de 5 meses ela voltou a ter crises, mais fortes, onde parecia que ela não iria voltar, ficou internada por mais dois dias, e ainda estavamos sem saber ao certo o que ocasionava isso.
Até que uma alma boa e generosa pagou uma consulta num pedriatra particular, lá ele nos indicou um neuropediatra em São Paulo, sabiamos que não seria facil, não tinhamos condições necessarias para arcar com custos, mas pelo nosso bem maior fariamos de tudo.
Marcamos uma consulta para vermos como seria, Dr. Felippe examinou a Rafa, e pediu alguns exames.
Verificamos os custos, e vimos que era necessario e tinhamos que dar um jeito. Fizemos um multirão da pizza, vendemos convites para pizza na igreja, para levantar-mos dinheiro para exame e uma possivel outra consulta.
E conseguimos, pessoas maravilhosas nos ajudaram, em todos os sentidos, doações, multirão etc.
Enfim conseguimos o dinheiro e fomos fazer os exames. Tudo ocorreu perfeitamente, assim que os exames ficaram prontos marcamos um retorno ao neuro e sim fomos surpreendidos com o diagnóstico.
Rafa tinha Crise Parcial Convulsiva, uma veia do lado direito do cerebro dela estava mal formada, foi triste, foi estranho, foi arrebatador, parecia que estavam tirando algo de min. Mas o medico disse que com 4 anos ela não teria mais crises, pois até la as veias estariam bem formadas.

Ai começou a nossa luta diaria... com remedios caros e fortes de tarja preta.... mas Deus estava sempre conosco.